segunda-feira, 3 de maio de 2010

Precipício do AMOR







Palavras precipitadas empurram

O AMOR para o abismo.
E as que elogiam trazem
Refrigério para a alma.

Preciso ir
Esquecer minhas linhas.
Preciso crescer
Além das minhas fases


E aprender a vestir a
Aurora da vida tecida

(Rosangela Colares)

Veste-te de aurora e purpurina
A vida emerge para lá da alma
E o abismo do amor são nossas sinas
Está escrito a sangue em tuas linhas,
No refúgio da tua mão, a tua palma.

Queria ser o véu a te envolver
Com palavras nunca ditas em surdina
Fazer crescer em ti esse querer
De fugir do abismo
De viver
Nessas fases de mulher
Doce menina.

Agarra esse amor, não te detenhas
Aprende que não há força maior,
Derrubando com o olhar coisas tamanhas,
Revolvendo o coração traçando entranhas.
Mas grita,
Grita com afinco e com fervor
Que maior que as montanhas
É o precipício do amor.

Beija-flor

2 comentários:

Valter Montani disse...

Passei para deixar o meu bom dia, com amor e poesia:

"Aos pássaros Deus deu o vôo e o canto, aos que amam Ele dá o sonho e o encanto. Quem ama de verdade não consegue voar,porém de tão leve espírito, chega até a flutuar"

Valter Montani

Paula disse...

O amor pode ser de facto um precipício...
Parabéns pelo blogue e pela sua poesia.
Abraço deste lado do Oceano...