sexta-feira, 29 de abril de 2011

Poesia em sussurros






Em sua ausência
Eu tenho usado a primavera como cúmplice
Nos meus sonhos eu coloco o sol
Vi você dançando na borda da minha pálpebra
Na esquina de uma estrela circumpolar
Nesse mundo eu estava só
Eu limpei a chuva
Meu corpo refloresceu
Deixe-me beber a imaginação
Era um paraíso só meu
Minha poesia em emoções sussurradas
Na porta da minha alma
Com uma fragrância de macadâmia
Na prateleira do meu coração
O horizonte do nosso jardim.
E quando o sol amadurece o fogo
Fico febril
Oscilando em torno dos meus sentires..


Rosangela Colares



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nossa aliança!

O sujeito poético não é o "poeta".




Meu amado respirava com sofreguidão e minha alma gemia de dor maduramente comovida. Sabíamos que o que experimentávamos era a consolidação do amor, que, após longa tormenta, se assenta soberano no fundo dos mares da alma, para sempre.
E assim estávamos. Começou a chegar um vento suave trazendo uma chuva especial de modo sereno, fino, leve e esperançoso. E já bastante molhada pela chuva que caía como um oportuno momento batismal, com a voz fraca e trêmula de paixão, disse:
Eu vou amá-lo para sempre. Mas aqui me despeço, embora não me des-peça. Viveria tudo outra vez! Mas este é seu mundo. E em certos mundos precisa-se entrar na hora certa, ou então nossa presença neles muda o centro de gravidade das almas e tudo vêm abaixo. É por amor a você que digo aDeus.
Chorei em silêncio, as lágrimas eram de indizível dor.
Nenhum outro homem tocará meu corpo, para sempre. Esperarei por você até que a morte morra e deixe de ser o que sempre foi, com a face inundada de lágrimas grossas e profundas, que também lhe escorriam pela sua alma, fertilizando-lhe o ser com a força sutil de uma consoladora ternura.
Nunca mais serei completamente feliz. Em qualquer mundo em que eu esteja ficarei sempre de pé, sem ter onde me sentar. Carregarei seu amor em mim eternamente, quase sem conseguir falar.
Não esqueça a fruta doce que acalma, ela é a nossa aliança para sempre.

(poema em homenagem ao Reverendo Caio Fabio, meu amigo/irmão e colega eclesiástico.
Inspiração em cima do seu livro "Nephilim").

Tesouro Escondido





Na magia do ar
Conectando o céu e a terra
Flui uma ponte multicolorida, como símbolo de uma oração.
No final um [tesouro escondido], pelo pudor.
Visão instantânea, refletindo uma ilusão.
Nasceu como uma borboleta de sete cores
Meu coração sorri como anjos no paraíso.
De repente:


Cai uma gota de chuva!

Orquestra poética

Músico da minha poesia, a beleza dessas pinturas. As notas de amor interligadas, povoada. Em um mundo maravilhoso, de belas aventuras. De minha varinha branca, pintando a liberdade! Tela tão fina e delicada como a vida humana, Ouço a campainha sacudindo Um festival de artes performativas vindo da veia Amor, floresta de juncos delirantes! Uma deliciosa espuma mesmo que emerge Entendimento em jatos que colidem ouro e prata. Quebras de amargas gotas, em abundância. Na fase cromática, um mensageiro, um toque. O champanhe em flautas como um algodão Um olhar penetrante como o fogo divino, Um guache ardente exposta, adequada. Um fervor, a volúpia de sua essência, finalmente! O prazer requintado. A elegância altiva, E o artista verniz, com seu bonito brilho. Brota uma imagem no espelho, uma primavera quente. Com música e uma lente virada pra cima. Rosangela Colares